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Arquitetos: RATIO Architects
- Área: 3 ft²)
- Ano: 2017
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Fotografias:Susan Fleck
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Fabricantes: Glue-Lam Erectors, Kingspan Light + Air, PEDOC Power Solutions
Descrição enviada pela equipe de projeto. Em 2015, o Lilly Endowment abordou o zoológico de Indianápolis com uma oportunidade transformadora. A fundação forneceria uma doação de US$10 milhões ao zoológico, com a condição de que a renda fosse utilizada para implementar uma iniciativa revolucionária, que beneficia a sustentabilidade a longo prazo da instituição comunitária.
Com esses parâmetros gerais em mente, o zoológico identificou um projeto que se alinharia com o objetivo do plano estratégico, com o intuito de atrair, envolver e acomodar visitantes durante as temporadas e em dias com climas adversos.
A solução foi criar uma instalação para eventos especiais ao ar livre, protegido do clima e capaz de suportar uma ampla variedade de atividades em grupo, às vezes simultâneas, incluindo concertos, piqueniques e eventos privados. Em paralelo, o zoológico expande a cartela de eventos da temporada existentes, como o Natal no Zoológico, em dezembro, e o ZooBoo em outubro. Anteriormente, estes eventos eram realizados em uma tenda semi-permanente para 400 pessoas, localizada próximo a áreas dos fundos e o acesso principal do Zoológico.
É importante ressaltar que esta nova instalação teria que ser atraente o suficiente para ser uma atração própria, mas “silenciosa”, para ser transformada conforme os eventos e a programação. O Pavilhão e o Passeio Bicentenário foram projetados a partir de uma exuberante floresta tropical e construídos principalmente com materiais naturais. Os onze para-sóis de aço em forma de árvore fornecem 3.716,00 m² (40.000 pés quadrados) de área coberta, protegida contra intempéries e em um ambiente único e dramático para até 1.000 participantes sentados.
Cada pára-sol consiste em 63 vigas de madeira individuais, variando de 25 metros (83 pés) de comprimento e 8.600 kg (19.000 libras) a apenas 0,9 metros (três pés) e 11 kg (25 libras). Os materiais translúcidos da cobertura permitem que a luz solar seja filtrada para o piso abaixo, e toda a “floresta” de brises é unida por 6.424 parafusos. Abaixo da cobertura de 10 metros (35 pés), uma lareira de blocos de pedra calcária funciona como uma peça central, além de fornecer calor durante os dias mais frios.
A sustentabilidade é obviamente a principal preocupação do Zoológico e parte de sua missão como organização. Nesse projeto, essa intenção se manifestou amplamente na forma de como o local trata a água da chuva, que é 100% coletada e filtrada para o aquífero, ao invés de ser despejada nos esgotos da cidade.
Quando a água entra em contato com a cumeeira do pavilhão, ela é canalizada pela cobertura até as calhas de chuva de aço cortadas a laser. Da calha, a água segue para um canteiro inferior cheio de plantas, através de uma unidade de qualidade da água e, finalmente, para um leito de detenção de águas profundas com pedras de drenagem, projetado para acomodar cenários de inundação em até 100 anos. Dentro de cada canteiro foram selecionadas plantas para prosperar em ambientes saturados e os tubos de entrada de água foram intencionalmente elevados acima do nível, de forma a encorajar a percolação natural através do solo.
Por fim, o ambiente semelhante a uma floresta também oferece um local único para a mais nova exposição de pássaros do zoológico, as Araras Magníficas. O local conta com um palco e poleiro personalizado, que apresentam as aves em seus voos duas vezes por dia.